| Até
três décadas atrás, não tínhamos
soluções previsíveis para as indagações
dos nossos clientes a respeito de implantes dentários. O
melhor tratamento para o edentado total era as dentaduras convencionais.
Para o edentado parcial, oferecíamos próteses parciais
removíveis, pontes fixas, ou, mais recentemente, as próteses
adesivas.
Hoje,
a literatura internacional nos oferece artigos sobre implantodontia
com altos índices de previsibilidade do tratamento feito
com implantes. Novos conceitos de avaliação de sucesso
têm sido propostos para termos parâmetros seguros de
medição. A literatura também reflete a aceitação
por parte do maior beneficiado, o paciente, demonstrando alto nível
de satisfação com a melhora do desempenho mastigatório
e estético.
Outro
fator proporcionado pela implantodontia é a manutenção
de osso.após a remoção do elemento dentário,
no primeiro ano, ocorre uma perda óssea de 25% em largura
e, em média de 4mm de altura. Essa perda óssea é
progressiva. Com a instalação dos implantes, a perda
óssea cai para 1,5mm no primeiro ano.
A
instalação de implantes também melhora a estabilidade
da prótese, produzindo maior conforto para o paciente. A
prótese estável reflete em mais segurança psicológica
e melhor sensação de bem estar no indivíduo.
Hoje, uma pessoa com 65 anos de idade pode viver mais 16,7 anos.
Trabalhos científicos têm mostrado que os idosos desta
geração querem manter seus dentes na boca mais do
que no passado, ou ter alternativas mais retentivas do que próteses
totais convencionais. Os implantes melhoram a retenção
das próteses. Isto permite que se faça enchimentos
necessários nas flanges, corrigindo perdas horizontais de
osso, sem prejuízo da retenção. A manutenção
dos músculos da mastigação e expressão
facial, também são vantagens associadas às
próteses totais apoiadas em implantes.
No
edentulismo parcial, a implantodontia tem oferecido dados confiáveis
especialmente nos casos de unitários onde a taxa de sucesso
está próxima de 100%. Só nos Estados Unidos,
segundo trabalhos publicados, 12.000.000 de pessoas são afetadas
pelo edentulismo parcial. Somando este número com os edentados
totais, a taxa de edentulismo sobe para 30.000.000 pessoas. Portanto,
17% da população americana sofre com a ausência
de dentes na boca. A faixa etária crítica da perda
dentária está na população entre 35
a 54 anos de idade. As estatísticas brasileiras não
devem ser muito melhores que estas. Alguns autores acentuam que
um dos critérios principais utilizados para se identificar
um idoso bem sucedido, é pela manutenção de
sua dentição natural, trazendo-lhe benefícios
biológicos e sociais.
No
Brasil, à semelhança dos diversos países do
mundo, a população está envelhecendo rapidamente.
A população idosa, considerada como aqueles indivíduos
com mais de 60 anos, compõe hoje o seguimento populacional
que mais cresce em termos proporcionais.
Se
considerarmos do início dos anos oitenta até o final
do século, observaremos um crescimento da população
idosa em mais de 100%. Até o ano de 2025 seremos a sexta
maior população do mundo em números absolutos,
com mais de 30.000.000 de pessoas nesta faixa, representando quase
15% da população total. Estamos entrando na era dos
idosos. A cada mês, o número de pessoas com mais de
sessenta anos no mundo, aumenta em torno de 1.000.000 de pessoas.
Neste
contexto, a implantodontia se estabelece como peça fundamental
do arsenal do cirurgião-dentista para responder a essas demandas
da sociedade da era em que vivemos. |